
Lugar algum, ou por lembrança silente, em todo lugar
Jazem em cada poro da alma tuas cinzas mornas
Ácidas, corroendo a diáfana sanidade, atemporal auto-tortura
Furtando-lhe o alentador sorriso de outrora
Onde serei disposto, agora que já não mais convenho?
Talvez num escuro e úmido canto de tuas frias lembranças
Trancado neste lago, desejando ao menos estar afogado
Você ao menos saberá que estive aqui. (Não deixarei).
E o que jaz em teus sonhos: será meu corpo?






